Foi prorrogada - até o dia 1º de março - a exposição “Valongo: Justiça pela Memória do Cais”, que ocupa uma das galerias do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF). Quem for assistir terá mais uma oportunidade de refletir sobre o papel da Justiça Federal na preservação do patrimônio histórico e cultural do país, além de reconhecer a centralidade da contribuição de africanos escravizados e de seus descendentes na construção do Brasil.
O projeto, idealizado pela Assessoria de Comunicação Social do Conselho da Justiça Federal, nasceu de uma decisão proferida pela 20ª Vara Federal do Rio de Janeiro, relacionada à conservação e promoção do sítio arqueológico do Cais do Valongo. Em 2017, o local foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) como Patrimônio Mundial.
Na galeria, o visitante encontrará um percurso histórico que vai desde a criação do Cais como ponto de desembarque de pessoas escravizadas, passando pelo processo de descaracterização da área ao longo dos anos, até sua redescoberta, em 2011, durante as obras de arquitetura e urbanismo promovidas na Região Portuária. A mostra conta com trabalhos criados pela artista visual e servidora do CJF, Maria Clara Teixeira de Assis.
A exposição integra uma série de ações que foram promovidas, em novembro do ano passado, pelo Centro de Estudos Judiciários do CJF (CEJ/CJF) em celebração ao Mês da Consciência Negra. O lançamento da mostra ocorreu durante o evento “Memória da Escravização: O papel da Justiça Federal para a reparação histórica”, que reuniu magistrados, representantes do sistema de Justiça, pesquisadores, estudantes e demais interessados para debater o impacto e a aplicabilidade do Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial.
Serviço
“Valongo: Justiça pela Memória do Cais”
Até 1º mar 2026
Terça a domingo, das 11h às 19h
Galeria da Cela
Gratuito