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Entra ano, sai ano, e a programação do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) continua diversificada, engajada e completa. Em janeiro, mês de férias, os visitantes poderão conferir exposições, shows, espetáculos teatrais, bate-papo com artistas e seminário.
Entre os destaques, a 2ª edição do Festival Ritmos Brasileiros no Verão, criado a partir da ideia de que cada vez mais o “Brasil conheça o Brasil”. O evento recebe diferentes ritmos musicais brasileiros populares em apresentações gratuitas e únicas no hall de entrada do CCJF, promovendo o acesso e a integração da música com o movimento da cidade. Em janeiro, a Folia de Reis do Sertão Carioca, com os grupos Caipirando e EnCanto encenando o cortejo e Orquestra Balogun, dedicada às tradições afro-brasileiras, pedem passagem e prometem animar o público que vier prestigiá-lo. Imperdível!
Além disso, continuam ocupando as galerias do Centro Cultural as exposições: no âmbito do Programa Clima de Mudança, a mostra Dar Nome ao Futuro, de Dani Cavalier e Nathalie Ventura, com curadoria de Ana Carla Soler, que trazem pontos de observação sobre formas de existir e permanecer no mundo; Retratos do meu sangue. Shipibo-Konibo que apresenta o trabalho documental, em preto e branco, do fotógrafo David Díaz Gonzales, nascido na comunidade nativa de Nueva Saposoa; LivroPoema/PoemaLivro, mostra que apresenta livros de artista, criados por Gabriela Irigoyen, que subvertem a estrutura tradicional do livro e propõem experiências visuais, sensoriais e poéticas; e a exposição Rios de Liberdade que convida o público a navegar pelas águas simbólicas que conectam o Uruguai e o Brasil há séculos — não apenas em termos geográficos, mas também em seus movimentos culturais, políticos e humanos.
Para os amantes de uma boa música, além do Festival Ritmos Brasileiros no Verão, o quarteto de jazz AC Jazz apresenta Dança das Cabeças - A música de Egberto Gismonti, trabalho desenvolvido pelo grupo durante o ano de 2025 com releituras de peças escolhidas do importante artista brasileiro Egberto Gismonti.
No Teatro, chegam ao CCJF o espetáculo Zero Grau que conta a história de Amanda, uma filha de família abastada e corrupta, que não sabe o que fazer com a sua vida e sofre pressão familiar e a peça teatral A Hora do Boi que narra a história de Seu Francisco, um tratador e capataz de matadouro que se encontra numa encruzilhada ao criar grande relação de amizade e afeto com Chico, boi nascido e criado sob os seus cuidados mas que, um dia, deverá ser abatido.
Um tema importante permeará a programação do CCJF no primeiro mês do ano: a intolerância religiosa. Mesmo garantida por lei, a liberdade religiosa não é uma realidade para todas as religiões no nosso país. Diante do preocupante cenário nacional, onde as liberdades (políticas, social e religiosas) estão ameaçadas pelo avanço do conservadorismo, a Semana Nacional de Combate à Intolerância Religiosa realizará o VIII Seminário Liberdade Religiosa, Democracia e Direitos Humanos.
Venha prestigiar essa programação mais que especial! A maioria dos eventos seguem sendo oferecidos gratuitamente ou a preços populares. Confira a programação completa abaixo ou pelo site do CCJF: https://ccjf.trf2.jus.br/programacao
Centro Cultural Justiça Federal - CCJF
Endereço: Avenida Rio Branco nº 241 - Centro, Rio de Janeiro, RJ (há também a possibilidade de entrada pela Rua México, 57)
Telefone: +55 21 3261-2550
Horário de funcionamento: de terça a domingo das 11h às 19h
MÚSICA
AC Jazz - Dança das Cabeças - A música de Egberto Gismonti
O quarteto de jazz AC Jazz apresenta o trabalho desenvolvido pelo grupo durante o ano de 2025 quando fizeram releituras de peças escolhidas do importante artista brasileiro Egberto Gismonti.
Data: 15/01/2026 (quinta-feira)
Horário: às 19h
Classificação indicativa: livre
Valor: R$30,00 (inteira); R$15,00 (meia-entrada)
Ingressos: Sympla
Local: Teatro
Ritmos Brasileiros no Verão 2026
Em seu segundo ano, o festival Ritmos Brasileiros no Verão, almejando que cada vez mais o “Brasil conheça o Brasil”, recebe diferentes ritmos musicais brasileiros populares, em apresentações gratuitas e únicas no seu belo saguão de entrada, promovendo o acesso e a integração da música com o movimento da cidade. Em janeiro teremos as apresentações Folia de Reis do Sertão Carioca, com os grupos Caipirando e EnCanto encenando o cortejo; Orquestra Balogun, dedicada às tradições afro-brasileiras. Em fevereiro contaremos com a Companhia Musical Rio Pandeiro, que tem o pandeiro como protagonista; Berimbau-Mulher com Zilá Lima, apresentando as movimentações, cantos e toques da capoeira.
Período: 22/1 a 12/2/2026 (quintas-feiras)
Horário: às 17h
Classificação indicativa: livre
Valor: gratuito
Local: Hall de entrada do CCJF
Folia de Reis do Sertão Carioca
A Folia de Reis do Sertão Carioca, com os grupos Caipirando e EnCanto, fará um cortejo com música, canto, bandeira, estandarte, palhaços de Folia e declamação de poesia. Uma manifestação cultural antiga, que leva às pessoas a mensagem de paz e renovação da esperança para o novo ano.
Data: 22/1 (quinta-feira)
Horário: às 17h
Classificação indicativa: livre
Valor: gratuito
Local: Hall de entrada do CCJF
Orquestra Balogun
A Orquestra Balogun é um conjunto que integra percussão, sopros, cordas e vozes em um repertório dedicado às tradições musicais de matriz africana. O grupo homenageia o mestre Humberto Balogun, referência dos tambores afro-brasileiros. Com arranjos originais e uma sonoridade marcada pela força dos ritmos tradicionais, a orquestra presta tributo a grandes mestres como Carlos Negreiros, Messias dos Santos, Délcio Teobaldo e o próprio Balogun, celebrando a ancestralidade e a potência da música afro-brasileira.
Data: 29/1 (quinta-feira)
Horário: às 17h
Classificação indicativa: livre
Valor: gratuito
Local: Hall de entrada do CCJF
SEMINÁRIO
Semana Nacional de Combate à Intolerância Religiosa
Um breve panorama histórico nos mostra, que a intolerância ainda é um dos maiores desafios para a construção da coexistência pacífica em várias partes do mundo. Mesmo garantida por lei, a liberdade religiosa não é uma realidade para todas as religiões no nosso país. Prova disso, é que nos últimos anos assistimos um crescimento significativo dos casos de intolerância religiosa no Brasil, notadamente na cidade do Rio de Janeiro. Diante do presente cenário nacional, onde as liberdades (políticas, social e religiosas) estão ameaçadas pelo avanço dos conservadorismos, a Semana Nacional de Combate à Intolerância Religiosa realizará o VIII Seminário Liberdade Religiosa, Democracia e Direitos Humanos.
Data: 21/1/2026 (quarta-feira)
Horário: das 14h às 19h
Valor: gratuito
Local: Cinema
Programação: site
TEATRO
Zero Grau
O espetáculo teatral Zero Grau conta a história da filha de família abastada e corrupta, Amanda, que não sabe o que fazer com a sua vida e sofre pressão familiar. Após iniciar um tratamento psicanalítico enfrenta a ideia de que na vida é necessário fazer escolhas. Até que finalmente decide algo importante: vai se matar. Diante da primeira escolha, a vida de Amanda passa a se movimentar. Começa a se relacionar com um policial, que aos poucos vai ajudando a personagem principal da nossa história a constituir a sua identidade, resgatando experiências do passado.
Amanda volta a ser atriz e estreia uma peça de teatro: Hedda Gabler de Ibsen. Vivendo na ficção o mesmo drama de sua vida pessoal. A peça tem como mote a mistura entre realidade e ficção. A trama se passa nos anos 80.
Período: 9/1 a 8/2/26 (sexta a domingo)
Horário: às 19h
Classificação indicativa: 14 anos
Valor: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia-entrada)
Ingressos: Sympla
Local: Teatro
A Hora do Boi
O espetáculo teatral A hora do boi, com direção de André Paes Leme sobre o texto de Daniela Pereira de Carvalho, narra a história de Seu Francisco, um tratador e capataz de matadouro que se encontra numa encruzilhada ao criar grande relação de amizade e afeto com Chico, boi nascido e criado sob os seus cuidados mas que, um dia, deverá ser abatido.
Período: 13/01 a 11/02/26 (terças e quartas)
Horário: às 19h
Classificação indicativa: 14 anos
Valor: R$60,00 (inteira) R$30,00 (meia-entrada)
Descontos: APPAI - R$25,00 (valor social); REDE R$20,00; VIVO VALORIZA – 50%; Clube O GLOBO
Ingressos: Sympla
Local: Teatro
PROGRAMA CLIMA MUDANÇA
O programa Clima de Mudança nasce, institucionalmente, de um meliponário, mas se expande para toda a programação cultural do CCJF, integrando arte, memória e meio ambiente. A cada exposição, espetáculo ou atividade educativa, buscamos relacionar cultura, regeneração e a crise climática, promovendo ações que incentivem o cuidado com a cidade, o consumo consciente e a regeneração dos territórios. Assim, o CCJF reafirma seu compromisso como espaço cultural vivo, que dialoga com os desafios climáticos do presente e mobiliza a sociedade para pensar e agir em favor do futuro.
No primeiro trimestre de 2026, ainda teremos a exposição Dar Nome ao Futuro.
Dar Nome ao Futuro
As exposições de Dani Cavalier e Nathalie Ventura, com curadoria de Ana Carla Soler, trazem pontos de observação sobre formas de existir e permanecer no mundo. Nathalie Ventura coloca o corpo, os elementos da natureza e as criações humanas como medida e dimensão das relações entre os seres vivos e o planeta. Já Dani Cavalier cria o que chama de pinturas sólidas a partir do reaproveitamento de lycras de descarte da indústria têxtil, por meio dos gestos confecciona paisagens e cenas abstratas que dão continuidade a esses materiais. As mostras vão ao encontro das perguntas e questionamentos levantados na COP30 e fazem parte do programa Clima de mudança do Centro Cultural Justiça Federal.
Artistas: Nathalie Ventura e Dani Cavalier, artistas visuais
Curadoria: Ana Carla Soler
Período: até 1/3/26 (de terça a domingo)
Horário: das 11h às 19h
Classificação indicativa: livre
Valor: gratuito
Local: Galerias A2/B2, C2, D2/E2 – 2º andar
ATIVIDADE EXTRA:
Conversa com artistas e curadora na exposição “Dar nome ao futuro”
As artistas e curadora estarão nas exposições para receber o público e trocar sobre os processos poéticos das artistas e a construção das exposições que ocupam o 2º andar do Centro Cultural da Justiça Federal.
Data: 31/1/26 (sábado)
Horário: às 15h
Local: Galerias do 2º andar
Valor: gratuito
Participantes: Ana Carla Soler, Dani Cavalier e Nathalie Ventura
EXPOSIÇÃO
Valongo: Justiça pela memória do cais
Por meio do projeto Valongo: Justiça pela Memória do Cais, a Assessoria de Comunicação Social do Conselho da Justiça Federal pretende dar visibilidade ao impacto das decisões da Justiça Federal no que tange à proteção do patrimônio cultural e histórico, ao direito à memória e ao reconhecimento social do papel dos africanos escravizados e seus descendentes na construção do Brasil. A conexão entre memória e aprendizado deixa evidente como o trabalho da Justiça Federal é crucial na luta por justiça e dignidade humana.
Esse projeto é um convite a mergulhar na história do Cais do Valongo, da sua criação como ponto de desembarque de pessoas escravizadas, passando pela descaracterização da área e por sua redescoberta, em 2011, durante obras de arquitetura e urbanismo para modernizar o Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.
Artista: Maria Clara Teixeira de Assis, servidora do CJF
Período: até 1/3/26 (de terça a domingo)
Horário: das 11h às 19h
Classificação indicativa: livre
Valor: gratuito
Local: Galeria da Cela
Retratos do meu sangue - Shipibo-Konibo
A exposição Retratos do meu sangue. Shipibo-Konibo apresenta o trabalho do fotógrafo David Díaz Gonzales, nascido na comunidade nativa de Nueva Saposoa (Ucayali, 1992). Sua obra documental, impressa em preto e branco, investiga com singular potência o seu entorno pessoal e ancestral. Pertencendo ao povo Shipibo-Konibo, Díaz constrói uma visão que funde cosmogonia, tradição e uma busca por harmonia. Mais do que um registro formal, suas imagens convidam a uma leitura silenciosa e profunda, oferecendo um guia confiável para um universo cultural e estético que lhe é próprio.
Artista: David Díaz (David Díaz Gonzales) - Fotógrafo, da comunidade indígena Shipibo-Konibo, no Peru
Curadoria: Centro Cultural Inca Garcilaso do Ministério das Relações Exteriores do Peru
Período: até 8/2/2026 (de terça a domingo)
Horário: das 11h às 19h
Classificação indicativa: livre
Valor: gratuito
Local: Gabinete de Fotografias, 1º andar
LivroPoema / PoemaLivro
A mostra apresenta livros de artista criados por Gabriela Irigoyen entre 2010 e 2025, que subvertem a estrutura tradicional do livro e propõem experiências visuais, sensoriais e poéticas. Convidam o público a habitar o livro como objeto tridimensional. As obras combinam técnicas gráficas e pictóricas — como desenho, carimbo, gravura, aquarela, colagem, caligrafia, bordado, assemblage e impressões experimentais — fundindo esses elementos para criar uma poesia que se desdobra na leitura e na visualização. Amplia-se os modos de ler e pergunta-se: o poema está no livro ou o livro é o poema?
Artista: Gabriela Irigoyen - artista visual, designer e doutoranda em Design PPGD/EBA-UFRJ
Curadoria: Irene de Mendonça Peixoto - designer, docente da graduação em Design Comunicação Visual da UFRJ e do Programa de Pós-graduação em Design da UFRJ
Período: até 1/3/26 (de terça a domingo)
Horário: das 11h às 19h
Classificação indicativa: 10 anos
Valor: gratuito
Local: Galerias D1/E1 - 1º andar
ATIVIDADES EXTRAS:
Datas: 31/1/2026
Horário: às 16h30
Local: Galerias D1/E1 - 1º andar
Inscrições: Sympla
Programação:
16h30 - Visita Mediada com a Artista
Um diálogo exclusivo sobre o processo criativo e os conceitos das obras em exposição.
17h30h - Performance Interativa: "Me conta uma história"
A artista confecciona um livro único ao vivo, enquanto o participante narra uma história breve. O livro feito durante a performance é uma lembrança para o participante levar consigo.
Rios de Liberdade
A exposição Rios de Liberdade convida o público a navegar pelas águas simbólicas que conectam o Uruguai e o Brasil há séculos — não apenas em termos geográficos, mas também em seus movimentos culturais, políticos e humanos. Comemorando os 200 anos da independência do Uruguai, esta mostra — uma iniciativa do Consulado Geral do Uruguai no Rio de Janeiro — reunirá 14 artistas da colagem — 7 uruguaios e 7 brasileiros — que utilizarão o acervo histórico do Centro de Fotografia de Montevidéu (CdF) como matéria-prima para reinterpretar a memória visual de um país em transformação.
A colagem, por sua natureza fragmentária, reflete o próprio processo de construção das identidades nacionais. Ao recortar e reorganizar imagens do passado, os artistas revelam o caráter múltiplo e em fluxo da liberdade — não como ponto fixo, mas como um rio que atravessa o tempo e as fronteiras. Rios de Liberdade: entre o Prata e o Atlântico Aqui, a independência não é apenas lembrança, mas reinvenção. A cada obra, o público é convidado a refletir sobre o que significa ser livre, ser latino-americano, ser parte de uma história compartilhada entre margens.
Curadoria: Mauricio Planel, artista visual
Artistas:
Gabriela Kostesky, Gino Bidart, Mariana Fossatti, Solange Pastorino, Marta Villa Plada, Mauricio Planel, Yamandú Cuevas, Adriana Maciel, Beto Shibata, Eduardo Recife, Camila Alcântara, Luis Trimano, Marcia Albuquerque e Rubem Grilo.
Abertura: 10/12 (quarta-feira), às 17h
Período: até 8/2/26 (de terça a domingo)
Horário: das 11h às 19h
Classificação indicativa: livre
Valor: gratuito
Local: Galeria C1 - 1º andar
ATIVIDADE EXTRA:
Conversa online
Colagem e direitos autorais
Mauricio Planel, artista e curador da mostra Rios de Liberdade, conversa com a artista da mostra e ativista pela cultura livre do Uruguai, Mariana Fossatti sobre a reutilização/apropriação de imagens na colagem, licenças livres de software na criação de colagens digitais, liberdade nas redes, Imagens de bibliotecas online e inteligência artificial. O curador, uruguaio, residente no Brasil há mais de 40 anos, fará a tradução das falas dos artistas que não falam português.
Data: 22/1/2026
Horário: às 16h
Local: YouTube do CCJF
Valor: gratuito
Artistas confirmados:
Mariana Fossatti e Maurício Planel
Fonte: CCJF